Quem é Effe?

Para quem não me conhece, Effe é um pseudônimo de Flavia Doria Duarte. Esse nome surgiu quando eu procurava uma palavra minimalista para resumir um sentimento desejoso de escrever sobre tudo que fosse feminino – narrativas, perspectivas – e ao mesmo tempo falar de mim mesma. Uma vontade de pertencer a esse momento em que tantas outras mulheres como eu sentem a necessidade de imprimir o seu lugar de fala no conteúdo que produzem. 

Desde que me formei em jornalismo, em 2014, sinto dificuldade em encontrar no mercado um espaço condizente com as minhas aspirações. Trabalhei em agência de notícias, em comunicação interna de empresas e assessoria de imprensa, mas a minha verdadeira paixão sempre foi a escrita criativa. Escrever para desenvolver e compartilhar ideias, sentimentos… impressões que nos ajudem a processar a chuva de informação do dia-a-dia. Em um mundo de conteúdos tão focados nas novidades, no FOMO (Fear of Missing Out),  eu escrevo para me ajudar a digerir os assuntos que já estão aí e tenho a esperança de poder fazer o mesmo para quem me lê.

Sinto que Effe também nasce dessa fase da vida em que preciso atualizar a maneira como me apresento, porque já não sou mais a mesma. Seja porque fiz 30 anos, seja porque casei, seja porque saí do Rio com a vida toda em duas malas e vim viver além-mar… não sou mais aquela que tem vergonha dos próprios escritos, ou que pensa que pode viver sem eles. 

Por isso prazer, Effe. Eu escrevo bem e às vezes muito mal também. Sou carioca, mas hoje vivo em Portugal onde minhas plantas parecem sempre que vão morrer no inverno. Sou uma profunda apreciadora de bolos de chocolate, cinema e claro, Netflix. Também sou uma pequena jukebox e faço músicas para o meu gato. Leio qualquer coisa sobre o comportamento humano e assisto vídeos de pessoas fazendo vidro. Nunca sei onde estão os meus óculos. Gosto de tarot e outras bruxices. Sou feminista e a favor da simetria e do equilibro em tudo na vida, por isso me esforço em ser alguém que não promove nem replica discursos ou ações que gerem desigualdades. Tento reduzir meu consumo de carne. Tento reduzir meu consumo de tudo na verdade. Às vezes esqueço como se escreve uma palavra ou outra em “brasileiro”. Começo a ficar boa em começar de novo.  

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